01O CNIS é o ponto de partida
Todo cálculo de aposentadoria começa no CNIS — o extrato que o INSS mantém com seus vínculos de emprego, contribuições como autônomo e recolhimentos.
Você pode baixá-lo pelo Meu INSS. Mas atenção: o CNIS reflete o que foi informado ao longo dos anos — e nem tudo foi informado corretamente. Tratar o CNIS como verdade absoluta é um dos erros que mais custam caro.
02Erros mais comuns no extrato
- Vínculos que não aparecem — empregos antigos que a empresa não registrou no sistema;
- Salários a menor ou zerados — que reduzem a média e o valor;
- Períodos com "indicadores" — pendências que o INSS não considera até serem resolvidas;
- Datas erradas de início ou fim de vínculo.
03Incluir vínculos e carnês antigos
O que não está no CNIS pode ser comprovado com documentos:
- Carteira de Trabalho (CTPS) — os registros antigos valem como prova plena do vínculo;
- Carnês de contribuição — para quem recolheu como autônomo/facultativo;
- PPP/LTCAT — para reconhecer tempo especial;
- Recibos, holerites e ações trabalhistas que comprovem o período.
04Como corrigir o CNIS
A correção é feita por um pedido de acerto de vínculos e remunerações no INSS, apresentando os documentos que comprovam o período faltante ou o salário correto. Feito o acerto, o tempo e a média se ajustam — e o benefício pode mudar bastante.
Lei 8.213/91 e Decreto 3.048/99, que disciplinam a contagem do tempo de contribuição e a prova dos vínculos.
05Por que a contagem certa importa
Alguns meses a mais ou a menos podem definir se você já cumpre uma regra, por qual delas se aposenta e quanto recebe. É por isso que a leitura cuidadosa do CNIS — e a inclusão de tudo que falta — costuma ser o passo mais valioso antes de dar entrada.
